Criança paga passagem aérea? Saiba como funciona essa cobrança

Criança paga passagem aérea? Saiba como funciona essa cobrança

Vai viajar em família? Entenda se criança paga ou não passagem aérea e saiba quais são os documentos exigidos para este tipo de viagem.

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Ao planejar a sua próxima viagem, uma das perguntas que pode vir à sua mente é se uma criança paga passagem aérea. Sabendo que os bilhetes aéreos podem ter um valor bem alto, dependendo do seu destino e da época do ano em que você viaja, a isenção do pagamento ou até mesmo um desconto pode ajudar bastante.

A resposta para essa pergunta pode mudar conforme a companhia aérea com a qual você escolheu voar – a tarifa cobrada pode ser zero ou, ainda, uma porcentagem da passagem cobrada para adultos.

Nesta matéria, saiba como funciona a cobrança para os pequenos passageiros e entenda se e quando uma criança paga passagem aérea.

Até que idade as crianças não pagam passagem aérea?

Depende muito da companhia aérea responsável pelo seu voo, da classe em que você vai voar e do tipo do seu voo – doméstico ou internacional. Na Gol, por exemplo, bebês de até 1 ano e 11 meses não pagam tarifa em voos nacionais, e pagam 10% da tarifa do adulto em voos internacionais. Já crianças entre 2 anos e 12 anos incompletos têm desconto a partir de 10% da tarifa do adulto.

Além disso, a Gol disponibiliza cadeirinhas especiais para o transporte dos pequenos a partir de um valor extra. Se o passageiro adulto quiser, ele também pode levar a sua própria cadeirinha, porém, neste caso, é cobrado o preço de um novo assento.

Já na Azul, uma criança menor de 2 anos não paga passagem aérea se viajar no colo de um adulto em voos domésticos. Nos voos internacionais, é cobrado 10% da tarifa de adulto. Caso haja a utilização da cadeirinha, o desconto é de até 15% da tarifa de adulto, o mesmo desconto que crianças de 2 anos completos e 12 anos incompletos têm.

A partir de quantos anos uma criança pode viajar de avião?

É permitido que as crianças e até mesmo os bebês façam uma viagem de avião. No entanto, existe uma recomendação que deve ser seguida para a própria segurança do pequeno.

A partir de 7 dias de vida, o bebê já pode fazer a sua primeira viagem de avião no Brasil. Porém, de qualquer modo, o mais indicado é que os responsáveis pela criança consultem um pediatra para saber se, realmente, ela pode voar com poucos dias de vida. Em alguns casos, a recomendação dos médicos é que se espere completar 28 dias para que haja a primeira viagem aérea.

Quais são as regras sobre o transporte aéreo para crianças?

Apesar da possibilidade de crianças viajarem, existe uma regulamentação que deve ser seguida para que os pequenos passageiros realmente consigam realizar o embarque.

Crianças e adolescentes de até 16 anos, quando viajando com seus pais ou outro parente de até 3º grau, devem apresentar um documento que comprove o grau de parentesco. Neste caso, o adulto responsável pode ser pai ou mãe, tio ou tia, avô ou avó, ou bisavô ou bisavó.

Já se o adulto acompanhante não tiver o parentesco exigido, é preciso apresentar uma autorização do pai, mãe ou responsável, reconhecida em cartório. Vale saber que algumas empresas aéreas podem pedir a autorização de ambos os pais. Por isso, se informe com antecedência com a sua companhia.

Para voos internacionais, a situação é um pouco mais delicada. Além da necessidade de apresentar o passaporte (de acordo com o destino), RG e certidão de nascimento, caso a criança esteja viajando com apenas um dos pais, é exigida a autorização do outro pai, com firma reconhecida em cartório em duas vias ou autorização judicial.

O mesmo documento também é pedido caso o acompanhante da criança ou adolescente não seja seu parente de até 3º grau. Para viagens com os dois pais presentes ou com o responsável legal, o documento não é necessário.

E se o menor viajar desacompanhado?

Nas viagens em que os pequenos precisam ir desacompanhados, o caso é ainda mais delicado. Primeiramente, é preciso saber que nem todas as crianças podem embarcar nestas condições, mas apenas as maiores de 5 anos. Além disso, algumas companhias só permitem crianças desacompanhadas a partir dos 8. Por isso, vale a pena pesquisar antes de comprar as passagens aéreas.

Para voos nacionais, crianças e adolescentes com até 16 anos incompletos devem apresentar uma autorização do Juizado da Infância e da Adolescência, além do documento de identidade. Já para maiores de 16 anos e menores de 18, só é solicitado o documento de identidade do passageiro.

Vale saber, ainda, que uma criança paga não apenas a passagem aérea, como uma taxa se voar desacompanhada. Cada companhia aérea define a taxa a ser cobrada, sendo que em voos nacionais ela é menor, e em internacionais, maior.

Posso levar carrinhos e cadeirinhas?

Sim, você pode levar uma cadeirinha ou bebê conforto para acomodar o seu bebê ou criança durante o voo, desde que pague pelo assento, uma vez que ocupará, de fato, um assento por completo.

Neste sentido, é importante que você se certifique com a companhia aérea responsável pelo seu voo quais são as regras para isso. Algumas empresas possuem um limite de idade para que a cadeirinha seja usada, por exemplo. Então, fique atento a esses detalhes.

Certas companhias ainda oferecem o serviço de berço ou a cadeirinha especial, no entanto, é preciso analisar se há a cobrança de tarifas e avisar sobre essa necessidade com antecedência.

Já o carrinho de bebê pode ser utilizado no aeroporto sem problemas até o momento do embarque. Depois, ele será recolhido e despachado juntamente com as demais bagagens. É importante que o carrinho seja desmontável e não exceda o peso permitido para bagagem despachada. Ao final do voo, no desembarque, o carrinho é disponibilizado na saída da aeronave.

Dicas para viajar de avião com bebês e crianças

É normal que uma viagem de avião exija alguns cuidados, principalmente quando falamos sobre as bagagens de mão e despachada. Mas quando levamos bebês e/ou crianças, o cuidado deve ser maior.

Caso o bebê viaje no colo do passageiro adulto, ele não terá direito a uma bagagem de mão própria. Já se ele viajar na cadeirinha especial, ocupando um assento, ele pode, sim, ter uma bagagem de mão. Sendo assim, de acordo com a sua situação, separe os itens que você levará na sua mala de mão, sempre respeitando as medidas e pesos permitidos.

Dependendo do seu destino, a sua viagem pode ser bem longa. Por isso, é fundamental que você carregue consigo alguns itens que garantam mais conforto ao bebê. Não esqueça de levar os alimentos necessários, roupas extras, cobertores, brinquedos que não fazem barulho, fraldas e lenços umedecidos, entre outros objetos do pequeno passageiro.

O mesmo ocorre com crianças mais novas. Leve algumas distrações, como livros, quadrinhos, dispositivos eletrônicos, algo que deixe a viagem menos cansativa, além de alguns lanchinhos.

No momento da descida da aeronave, é normal que haja uma pressão nos ouvidos dos passageiros. Para os adultos pode ser bem desconfortável, quanto mais para bebês e crianças. Para ajudar nesta parte, bebês podem mamar durante o período (seja no peito ou na mamadeira), enquanto crianças podem mascar chicletes ou abrir e fechar a boca várias vezes seguidas.

Por fim, a última dica é referente à alimentação dentro do avião. A maior parte das companhias aéreas oferecem aos seus passageiros lanches ou refeições, que podem ser gratuitos ou pagos. Neste sentido, há algumas empresas que possuem menus especiais para os pequenos. Verifique a necessidade de pedir com antecedência.

Agora que você já sabe que criança paga passagem aérea, pode planejar com mais precisão a sua nova viagem. Dê atenção ao seu planejamento, pois ele pode evitar alguns problemas com o seu voo e estadia. Porém, se mesmo assim, você e sua família infelizmente forem vítimas de algum problema com voo, como extravio de bagagem e atraso ou cancelamento de voo, é possível contar com a ajuda da Voe Tranquilo!

Somos uma empresa especializada em auxiliar o passageiro que teve todos esses tipos problemas com voo, além de perda de conexão e overbooking. Dependendo da sua situação, você pode ter direito a uma indenização. Preencha o nosso formulário e tenha uma avaliação gratuita do seu caso!

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Importante!

Esse texto tem caráter informativo e busca orientar consumidores sobre seus direitos. Somente um advogado é capaz de oferecer atendimento jurídico. Texto revisado por Renato Haidamous Rampazzo, cadastrado na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seção de São Paulo, sob o número 406.543.

Caso seja necessária alguma retificação desse conteúdo, por favor, entre em contato pelo e-mail [email protected]

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